Diario da Copinha (Bahia x Caxias)
São Paulo Quarta-feira, 05 de Janeiro de 2012
12h
Salve, Salve nação tricolor!
Saí da Estação de Metrô Santa Cruz, em direção a Barra Funda com baldeação na Sé para poder pegar um trem que me levaria a 1 km do Estádio Nicolivis Alayon (do tradicional clube paulistano Nacional) para poder assistir ao primeiro jogo do Bahia sub-18 na Copa São Paulo. Parece cansativo, né? Até achei, inicialmente e conversando com as pessoas ao longo da semana, elas sempre me chamavam de doido por fazer aquilo numa Quarta-Feira à tarde.
Conhecendo a força da nação, sabia que eu não seria o único doido presente.
Saindo na estação Sé, encontrei com Breno, tricolor que está há dois anos morando em Sampa e que também estava indo para o jogo do Esquadrãozinho. No metrô, começamos a papear sobre as contratações do Bahia e juntos comemoramos a renovação de Jones, grande atacante de beirada.
Na Barra Funda encontramos com Michel, um Bahea que mora em Sampa há muito tempo e que não perde um jogo do tricolor na Grande São Paulo. No nosso papo, ele diz que quando o Bahea joga, ele tem a sensação de estar em Salvador, mais precisamente na Fonte Nova, onde a baianidade ferve.
É uma grande oportunidade de trocar idéia com um grande numero de conterrâneos que moram por essas bandas. Então rola papo desde política, até culinária. E lógico, das diferenças entre as capitais paulista e baiana.
Voltando ao nosso passeio, depois de uma bela paletada, chegamos no estádio. Lá já estavam centenas de tricolores ansiosos para ver o nosso esquadrãozino estrear na copinha e ,quem sabe, conquistar esse titulo que nos escapou em 2011.
Já no estádio, conheci Getulio, um tricolor das antigas, que começou a contar as historias do tempo em que foi gandula da Fonte Nova em 1968. Em torno dele, muita gente parou e começou aquela velha discussão de craques que passaram pelo Bahia. A galera mais nova escalou Nonato e Uéslei na frente, para a furia dos coroas que falavam maravilhas de Douglas e Beijoca. (Cá para nós…Pelé é Pelé, Neymar é Neymar….e Nonato é Matador).
O jogo começou com muita troca de passes. Sem grandes chances de gol. O Bahia sempre chegando mais à area do Caxias.
Aos 14 minutos, o Bahia levou um gol infantil, devido a indecisão do goleiro Renan com o zagueiro Carioca. Enquanto Renan não sabia se pegava com a mão ou com o pé, Carioca não sabia se dava um bico na bola ou saia jogando com estilo. No final das contas, Marcos Paulo, atacante do Caxias, roubou a bola, driblou os dois e tocou para o gol vazio.
Envergonhado, o Bahia se perdeu no jogo depois do gol, tentando chegar à área com cruzamentos e bolas alçadas na área, sem criar chances.
Apos uma pausa para hidratação, o Bahia voltou tocando muito bem a bola. Paulinho centralizava as ações ofensivas. Filipe, volante, marcava bem e saia com facilidade da defesa para o ataque. Após longo tempo dominando a posse de bola, aos 30 minutos, Railan desviou um cruzamento da direita e fez o gol de empate. Antes do final do primeiro tempo, ítalo fez o seu primeiro golaço do jogo de falta, na lateral da grande área, encobrindo o goleiro. Lembrou um pouco àquele gol de Ronaldinho Gaúcho contra a Inglaterra.
No segundo tempo, o Bahia foi sempre superior. Comandando as ações e tendo muito mais posse de bola. Ítalo começou a pedir bola e driblar os seus marcadores com facilidade. Esse menino tem muito futuro. Paulinho se movimenta o jogo inteiro, e o seu posicionamento em campo lembra muito o de Messi (longe de comparações técnicas). Acredito que esses dois, junto com o volante Filipe, devem amadurecer na equipe profissional e brilhar num futuro próximo.
Voltando ao jogo, logo aos 15 minutos, Paulinho deu um drible de corpo, deixando dois marcadores a ver navios e deu um toque rápido, deixando Anderson Talisca livre para driblar o goleiro e tocar para o gol vazio.
Pouco depois, aos 21 minutos, Italo fez uma cobrança muito parecida com a anterior, encobrindo o goleiro do Caxias. Um golaço! Por sinal, Ítalo só cobrou falta que levou perigo ao gol do Caxias.
Para fechar o placar, aos 26 Anderson Matos desviou cruzamento de Anderson Talisca da direita. Bahea 5×1. Um show dos meninos.
Pois é, são nomes que devemos guardar para ver como vão se sair no futuro. Engraçado, que não tínhamos a escalação do Bahia para o jogo, só conhecíamos Paulinho, camisa 20. Durante a partida, quando saía gol, o aplicativo do celular, sempre anunciava o Placar, mas para a nossa raiva, deu algum bug no programa pq só aparecia o nome de um tal de Marcos Paulo, que descobrimos ser o atacante do Caxias. Todos os nomes que digitei dos autores dos gols, foram pesquisados depois da partida.
No final saímos satisfeitos com o resultado e eu fiquei ainda mais feliz porque descobri uma padaria que vende pãozinho delícia (nível Perini) aqui perto de casa, graças a indicação de Breno. Só quem mora fora de Salvador, sabe a importância disso.
Saudações Tricolores




serio, velho, que tem essa padaria? aonde é??? ficou massa o post. abracao, pai. até amanha lá no nicolivis.
Caro Marcelo,
Parabéns pelo texto. É como estar revendo o jogo. Neste exato momento, constato que o Bahia “meteu” 4 a 0 no Guaratinguetá. Se der, irei à próxima partida. Estarei em contato com o Michel. Parceiro, se o Bahia tiver jogado hoje como jogou contra o Caxias, penso que estaremos bem, num futuro bem próximo.
Abraços soteropolitanos,
Getulio
08/01/2012